Igreja de Flores – Trici

No ano de 1784, Manuel Félix de Oliveira e sua esposa, Francisca Ribeira do Paraiso, doaram terras na fazenda “Florea” nos Inhamuns para a construção de uma capela em homenagem a São Félix. No entanto, a capela não foi construída naquela época, e São Félix foi venerado na Igreja do Frie (ex-Flores) por quase dois séculos. Em 1839, uma lei foi promulgada, criando a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo das Flores e separando-a da Freguesia de São João do Príncipe. Essa freguesia abrangia uma vasta área, incluindo rios e fazendas. A Paróquia de Flores foi estabelecida como tal em 1865, quando se desvinculou da Paróquia de São João do Príncipe, de acordo com a Lei n° 1.177. Em 1883, a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo foi oficialmente criada.

No início do século XX, houve um aumento notável nos casos de assassinato na Paróquia de Flores, e nesse período, calçadas foram construídas ao redor da matriz. Embora em 1907 tenha sido fundada uma aula de Catecismo na Matriz de Flores, essa iniciativa acabou sendo encerrada devido à falta de alunos. A Matriz de Flores passou por reformas em 1910, incluindo a restauração do cruzeiro da frente, que foi inaugurado em setembro, pois a festa da Padroeira não pôde ser realizada em julho daquele ano. Em 1921, o Apostolado do Coração de Jesus e a Confraria Vicentina foram fundados em Flores, consolidando ainda mais a vida religiosa da comunidade.

Recentemente, a Igreja de Flores, que correspondia ao território da Paróquia N. Sra. do Rosário de Tauá, passou a fazer parte da “Área Pastoral” de Santa Tereza, incluindo também, todas as comunidades do Distrito de Trici. Esses eventos históricos destacam a evolução e a devoção religiosa ao longo dos anos em Flores.