Praça Capitão Citó

Nos anos aproximados a 1950, ergueu-se o edifício dos Correios e Telégrafos de Tauá, situado na Praça 3 de Maio. Posteriormente, em 14 de abril de 1985, por intermédio da Lei Municipal n° 665/85, essa praça recebeu a denominação de Esplanada Dr. Joaquim Citó Feitosa Carvalho, amplamente conhecida como Praça Capitão Citó, localizada no coração da cidade, após o prédio dos Correios e Telégrafos ter sido demolido e reinaugurado em agosto do mesmo ano, localizado a Rua Farmacêutica Neném Borges, 121, Centro, sob a gestão do prefeito Pedro Pedrosa de Castro Castelo e com a presença do governador Luiz de Gonzaga Fonseca Mota.

Praça Dr. Alberto Feitosa Lima

Lei Nº 246, datada de 23 de dezembro de 1963, refere-se à construção da Praça da Juventude, agora conhecida como Praça Dr. Alberto Feitosa Lima. Esta praça está localizada ao longo da majestosa Rua Boa Vista, que antes era chamada de Rua 14 de Dezembro, e atualmente é denominada Avenida Cel. Lourenço Feitosa. A construção desta obra ocorreu durante a administração de Júlio Gonçalves Rêgo.

Por sua vez, a Lei Nº 272, de 2 de outubro de 1965, reconhece a Praça da Juventude como o ponto de partida de todas as estradas do município de Tauá. Essa medida foi tomada sob a liderança do Prefeito Júlio Gonçalves Rêgo.

Hospital Regional Dr. Alberto Feitosa Lima

O Hospital Dr. Alberto Feitosa Lima, pertencente à Prefeitura de Tauá, é a única unidade hospitalar da cidade, fundada em 27 de julho de 1972. Localizado a 337 km de Fortaleza, atende uma população de cerca de 130.000 habitantes, incluindo quatro municípios da Região dos Inhamuns: Tauá, Aiuaba, Arneiroz e Parambu. Sua administração foi transferida para a Sociedade Beneficente São Camilo em 2011, com 74 leitos e expansão em curso para melhor atendimento. O hospital atende exclusivamente pacientes do SUS e oferece uma variedade de especialidades médicas, incluindo clínica médica, cirurgia (geral, traumato-ortopédica e ginecologia), pediatria, obstetrícia, traumato-ortopedia e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Alberto Feitosa Lima, médico nascido em Acopiara, Ceará, em 1926, e falecido em Tauá em 1977, é lembrado como fundador do Hospital Regional dos Inhamuns. Após conquistar o primeiro lugar no vestibular da Faculdade Federal de Medicina do Estado de Pernambuco, demonstrou destreza em cirurgia e medicina geral. Seu compromisso com a medicina o levou de volta a Tauá, onde estabeleceu sua prática médica. Seu legado perdura como um exemplo de serviço e dedicação à saúde da comunidade.

Policlínica Regional Dr. Frutuoso Gomes de Freitas

No dia 24 de setembro de 2010, foi inaugurada a Policlínica Dr. Frutuoso Gomes de Freitas, que se tornou a primeira de sua categoria a ser estabelecida no âmbito do Programa de Expansão e Fortalecimento da Atenção Especializada à Saúde do Estado do Ceará. Essa unidade de saúde presta atendimento aos residentes dos quatro municípios da Região de Saúde de Tauá, que abriga aproximadamente 113 mil habitantes.

As policlínicas tipo I, como a presente em Tauá, estão localizadas em áreas com densidades populacionais mais elevadas e oferecem 10 especialidades médicas, uma quantidade três menor do que as policlínicas tipo II. No entanto, a unidade de Tauá também disponibiliza a mesma quantidade de especialidades médicas que as do tipo II. Além disso, ela oferece exames complexos, tais como mamografia, eletroencefalograma e endoscopia respiratória e digestiva. A Região de Saúde é composta pelos municípios de Aiuaba, Arneiroz, Parambu e Tauá.

Igreja de São José

A Igreja de São José em Tauá, localizada na Avenida Chermont Alves de Oliveira, foi idealizada pelo Padre Maurício e a comunidade cristã tauaense. Em 23 de dezembro de 1992, a área onde a igreja seria construída foi abençoada em um evento com grande participação popular. A doação do terreno foi feita pelo empresário Raimundo Adjacir Cidrão de Oliveira, e a inauguração do templo ocorreu em 25 de dezembro de 2000, com a presença do Bispo Diocesano Dom Jacinto e fiéis de várias paróquias da região.

Na época, o projeto de construção foi elaborado pela arquiteta Dra. Melânia, aprovado em assembleia. A nova igreja, dedicada a São José, tornou-se um importante local de culto para os cristãos de Tauá e regiões vizinhas, celebrando a fé católica de forma inclusiva.

Igreja Jesus, Maria e José – Marrecas

A antiga vila de Marrecas abriga a igreja da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, construída em estilo barroco em 13 de agosto de 1713. Enquanto o historiador Raimundo Girão atribui a fundação da capela a Manoel Cândido Pereira, a tradição oral sugere que Márcia de Oliveira, da família Carcará, contratou pedreiros de Pernambuco para a construção. Os escravos desempenharam um papel vital, utilizando tijolos, pedras e argamassa de cal preparada cuidadosamente. A igreja possui uma seção alta, o pináculo, com quase vinte metros de altura, e paredes com mais de um metro de espessura em todo o edifício. O suporte principal do coro foi transportado por animais da freguesia de Maria Pereira. No altar-mor, um avanço notável foi a forma como os caibros do teto foram encaixados, eliminando a necessidade de uma viga central. Em 10 de maio de 2006, a igreja foi classificada como patrimônio pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural. Além disso, a celebração dos padroeiros da igreja foi incluída no calendário turístico-religioso do Ceará em 2016, culminando com a festividade no quarto domingo de abril.

Igreja Santa Rita de Cássia – Marruás

No ano de 1882, a primeira capela do distrito de Marruás foi construída sob a supervisão de Dona Rita Maria Sobreira, com o propósito de estabelecer um espaço dedicado ao culto religioso. A padroeira escolhida para o distrito foi Santa Rita de Cássia, e a capela foi erguida através da colaboração da comunidade em um esforço conjunto. Ao longo dos anos, Marruás gradualmente foi atualizando as inovações trazidas pelo Concílio Vaticano II, graças aos esforços dos padres João Benevenuto, Gabriel e do leigo Joel. A capela foi ampliada em 1877, um fato redescoberto nos anos 70, quando um pedreiro realizou reparos no teto e encontrou uma inscrição a óleo datada de 1874 perto da torre. Recentemente, em 2019, a comunidade se uniu para reformar a igreja devido aos danos causados ​​por chuvas antigas e infestações de cupins. Os festejos de Santa Rita de Cássia ocorrem em maio e são organizados por uma equipe de animadores que mantém essa tradição, envolvendo centenas de fiéis.

Além disso, a comunidade recebe apoio de uma equipe que sustenta a fé por meio de celebrações dominicais, catequese para crianças e adolescentes, bem como outros eventos religiosos realizados na Igreja.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário

O livro “Datas e Fatos para a história do Ceará”, escrito pelo Barão de Studart, relata eventos significativos relacionados à história de Tauá, Ceará, no século XVIII. Em 1762, a “Igrejinha” foi dedicada ao culto católico, sob o nome de Nossa Senhora do Rosário, após uma doação de terra feita pelo Sargento-mor José Rodrigues de Matos. Isso atraiu os primeiros moradores, e a região começou a se desenvolver com casas simples surgindo ao redor da imponente Igreja. A capela foi notável por sua construção robusta, com um teto de cúpula cilíndrica, semelhante a poucas outras no Brasil na época.

Em 1764, apenas dois anos após sua inauguração, a capela de Tauá aparece em registros oficiais com a celebração de um casamento. José Rodrigues de Matos, um dos construtores da capela, solicitou, em 1768, permissão para ser sepultado na capela que ele e sua esposa custearam.

No início do século XX, em 1906 e 1907, ocorreram reformas significativas na matriz de Tauá, incluindo a construção de altares e a chegada de uma imagem da Padroeira Nossa Senhora do Rosário vinda de Paris. Essas transformações marcaram a história da Igreja Matriz no Município.

Após 261 anos, uma reforma se tornou necessária para restaurar sua beleza e funcionalidade, após um episódio de vandalismo em maio de 2023. Uma campanha virtual foi lançada para angariar fundos para a restauração, que incluiu a renovação das portas e janelas, a modernização da rede elétrica e iluminação, e a implementação de medidas de segurança. Com a ajuda da comunidade, a reforma foi concluída em outubro de 2023, trazendo melhorias significativas para o local, tanto estéticamente quanto em termos de funcionalidade e segurança.

A reforma abrangeu uma série de melhorias, incluindo a renovação das portas e janelas, a modernização da rede elétrica e iluminação, a instalação de sistemas de segurança, e a restauração de elementos arquitetônicos e artísticos. Além disso, foram realizadas adaptações para melhorar a acessibilidade e o conforto dos fiéis, como a ampliação das escadarias e a instalação de ventiladores restaurados. A comunidade se uniu para financiar e realizar essas melhorias, mostrando o comprometimento e a devoção à Igreja e à sua história. A conclusão da reforma em outubro de 2023 marcou um novo capítulo na história da Igreja, reafirmando seu papel como um centro espiritual e cultural em Tauá.

Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Vera Cruz

No início do século XX, duas famílias se estabeleceram na região oeste do Ceará, especificamente na área de Inhamuns, em um pequeno povoado conhecido como Cascavel. Por volta de 1905, com a chegada dos franciscanos em uma missão religiosa, o nome da localidade foi alterado para Nova Cruz, sendo posteriormente renomeada como Vera Cruz. A população cresceu com o tempo, principalmente devido ao aumento das famílias de José Caçula Pedrosa e José Tomás de Aquino.

Nova Cruz, como era denominada, foi oficialmente reconhecida como a primeira divisão territorial de Tauá, conforme estabelecido pelo Decreto Lei N° 1.114 em 30 de dezembro de 1943. Em 1920, José Caçula Pedrosa e sua esposa Antônia Pedrosa de Araujo, católicos devotos, conseguiram, com a ajuda dos vizinhos, construir uma capela dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A primeira missa na capela foi celebrada em 24 de junho de 1921 pelo Padre José Ferreira, que era o Pároco de Tauá na época. Durante os festejos da Padroeira de Inhamuns, muitos fiéis se reúnem, mesmo aqueles que vivem distantes, demonstrando um profundo respeito pela terra e suas tradições.

Igreja de Flores – Trici

No ano de 1784, Manuel Félix de Oliveira e sua esposa, Francisca Ribeira do Paraiso, doaram terras na fazenda “Florea” nos Inhamuns para a construção de uma capela em homenagem a São Félix. No entanto, a capela não foi construída naquela época, e São Félix foi venerado na Igreja do Frie (ex-Flores) por quase dois séculos. Em 1839, uma lei foi promulgada, criando a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo das Flores e separando-a da Freguesia de São João do Príncipe. Essa freguesia abrangia uma vasta área, incluindo rios e fazendas. A Paróquia de Flores foi estabelecida como tal em 1865, quando se desvinculou da Paróquia de São João do Príncipe, de acordo com a Lei n° 1.177. Em 1883, a Freguesia de Nossa Senhora do Carmo foi oficialmente criada.

No início do século XX, houve um aumento notável nos casos de assassinato na Paróquia de Flores, e nesse período, calçadas foram construídas ao redor da matriz. Embora em 1907 tenha sido fundada uma aula de Catecismo na Matriz de Flores, essa iniciativa acabou sendo encerrada devido à falta de alunos. A Matriz de Flores passou por reformas em 1910, incluindo a restauração do cruzeiro da frente, que foi inaugurado em setembro, pois a festa da Padroeira não pôde ser realizada em julho daquele ano. Em 1921, o Apostolado do Coração de Jesus e a Confraria Vicentina foram fundados em Flores, consolidando ainda mais a vida religiosa da comunidade.

Recentemente, a Igreja de Flores, que correspondia ao território da Paróquia N. Sra. do Rosário de Tauá, passou a fazer parte da “Área Pastoral” de Santa Tereza, incluindo também, todas as comunidades do Distrito de Trici. Esses eventos históricos destacam a evolução e a devoção religiosa ao longo dos anos em Flores.