Caixa D’Áua da Prainha

No contexto histórico da cidade de Tauá, Ceará, destaca-se a construção da Caixa D’água Pública nas proximidades da Rua João Rufino de Lucena durante o ano de 1951, na gestão do Prefeito Flávio Alexandrino Nogueira. Esta obra, acompanhada de um poço profundo no leito do Rio Trici, tinha como objetivo principal abastecer o Hospital Municipal, que, com o tempo, passou a abastecer a Secretaria de Saúde do Município, embora a construção da caixa d’água tenha apresentado um desnível que impediu o fornecimento adequado de água para o hospital.

Centro de Artesanato

O Centro de Artesanato da Região dos Inhamuns foi estabelecido em 26 de abril de 2003, durante a gestão da Prefeita Patrícia Aguiar. Seu principal objetivo é acolher os artesãos da cidade de Tauá e toda a Região dos Inhamuns, batizada em homenagem a Luísa Anastásia Freitas Reis Cavalcante Mota. Localizado no Alto do Cruzeiro, próximo à BR-020, a área ao redor do Centro foi recentemente transformada com a construção da praça Genésio Loiola, tornando o ambiente mais atraente e agradável. Isso permite que o Centro atenda a uma variedade de serviços que contribuam para o avanço e desenvolvimento das atividades artesanais, melhorando as condições de vida dos membros da Associação Artinhamuns e da população em geral.

É bem reconhecido que o artesanato desempenha um papel crucial como fonte de renda e também como atração turística. Portanto, é essencial que governos, a nível municipal, estadual e federal, priorizem o incentivo, valorização e promoção do artesanato. Nesse contexto, a oferta de cursos e oficinas desempenha um papel fundamental, preparando os interessados para entrar no mercado de artesanato e obter lucros com a criação de belas peças. Ao adquirir conhecimento por meio desses cursos e oficinas, os artesãos podem usar sua criatividade para desenvolver peças exclusivas que refletem sua identidade.

Museu Regional dos Inhamuns – Fundação Bernardo Feitosa

A Casa de Câmara e Cadeia, localizada na Praça José Gonçalves de Oliveira, no Bairro Luiz Antônio de Oliveira (antigo Alto da Cadeia) em Tauá, tem como responsável a Fundação Bernardo Feitosa, pela posse e uso do edifício.

O edifício foi iniciado em 1879 e oficialmente inaugurado em 1903, tendo servido como sede da Intendência Municipal, Prefeitura, Salão do Júri, Câmara Municipal, xadrezes e alojamento da força policial. Embora tenha passado por modificações e desgastes, foi restaurado em 1992/1993 pelo governo estadual e entregue à Fundação Bernardo Feitosa para abrigar os acervos do Museu Regional dos Inhamuns, contendo um acervo variado de arte sacra, arte popular, arqueológica, paleontológica, etnográfica etc e da Biblioteca J. C. Feitosa. 

Além disso, o prédio possui uma importância histórica que vai além de sua antiguidade cronológica, e seu patrimônio histórico. E sua preservação, tendo como solicitação do Conselho, como vista a necessidade de preservar esse patrimônio cultural, que desde 1993 tem sido um polo cultural de grande relevância municipal, regional e estadual, sediando eventos de destaque nacional. Por essas razões, os conselheiros Maria Dolores de Andrade Feitosa e Antônio Alves Bezerra expressaram seu apoio à solicitação ao tombamento do edifício, atendida na data de 10 de abril de 2006.

Memorial do Cólera

Inaugurado no dia 7 de novembro de 2013, o Memorial do Cólera foi construído pela Prefeitura de Tauá em formato de capela, no local de sepultamento das vítimas. Assim, além de acessar informações sobre a epidemia que afetou a cidade, os visitantes também podem prestar homenagens às pessoas falecidas. Na área externa, quatro cruzes se entrelaçam, formando uma única cruz, ao lado de 216 blocos de cimento que simbolizam o número de indivíduos fatalmente afetados pela doença.

A exposição inclui registros, fotografias, ilustrações e detalhes sobre a enfermidade e a epidemia. Os visitantes podem acompanhar uma breve história da doença no Brasil e globalmente, bem como um cronograma da epidemia na então Vila de São João do Príncipe, que posteriormente foi renomeada como Tauá. No Ceará como um todo, o número de óbitos atribuídos à doença chegou a 12.861. A exposição também destaca os avanços científicos de médicos como John Snow (1813-1858), o primeiro a identificar a cadeia de transmissão da doença e publicar sobre o tema em 1849, e o médico alemão Robert Koch (1843-1910), que teria sido o pioneiro a isolar o vibrião colérico em 1883.